Maria Agata Simma
é uma mística austríaca, nasceu no
dia 5 de Fevereiro de 1915 em Sonntag, segunda filha de José António Simma e de
Aloisa Rinderer, queria tornar-se religiosa, mas por três foi rejeitada devido
a sua fraca constituição, assim ficou em casa dos pais, cuidava da igreja e
dava catequese as crianças. A sua permanência por três vezes no convento,
a formaram e a fizeram progredir na vida espiritual, preparando-a assim para o
apostolado em favor das almas do Purgatório. Por um carisma raríssimo na
História da Igreja, recebeu por mais de 50 anos a visita das almas do
Purgatório. Desde a infância, sentiu interiormente o chamamento de Deus para
ajudar as almas do Purgatório com orações e indulgencias. Mas foi a partir de
1940, quando tinha 25 anos, que as almas do Purgatório começaram a
manifestar-se pedindo-lhe o socorro das suas orações. O leitor poderá encontrar
aqui o relatório que Pe. Alphonse Matt, pároco de Sonntag e seu director
espiritual, enviou ao Bispo da sua diocese. É um documento interessante e tenho
a certeza que aproveitará bem o seu tempo a lê-lo com atenção. Relatório do pároco de maria simma
O que pedem as almas do Purgatório? Na sua maioria, pedem que eu mande celebrar Missas
e participe nelas. Pedem a oração de terços e vias sacras.
Qual é a diferença entre viver na Terra ou estar no Purgatório? Há uma grande diferença entre o Purgatório e o
sofrimento que conhecemos na Terra. No Purgatório, embora a dor seja atroz, as
almas têm a certeza absoluta de viver para sempre com Deus, o que torna a
alegria mais forte do que a pena. Por isso. nenhuma alma do Purgatório deseja
voltar nesta terra. Além disso possuem um conhecimento de Deus que nos
ultrapassa infinitamente. Outra diferença importante é que para elas o
sofrimento só serve para as purificar, mais nada, enquanto que para nós serve
para crescermos no amor e ganhar “méritos”, por isso podemos ajudar imenso as
almas do Purgatório.
É importante
saber que, as almas do Purgatório nada podem fazer por elas mesmas, são
totalmente impotentes. Se os vivos não orarem por elas, ficam abandonadas; por
isso é tão importante compreender o poder incrível que está em nossas mãos. (p. 34)
Porquê as
almas do Purgatório não podem fazer nada para merecer o Paraíso? Porque com a morte os méritos terminam. Enquanto
estamos vivos na Terra podemos não só reparar o mal que fizemos, mas fazer o
bem e ter méritos; podemos orar pelos outros, vivos ou defuntos. É uma
capacidade que, não só às almas do Purgatório, mas até os anjos, “invejam”,
pois temos a possibilidade de crescer; com a morte tudo isso acaba. (p. 35)
Quais os
pecados que mais arrastam ao Purgatório? São os pecados contra a caridade, contra o amor
ao próximo, a dureza de coração, a hostilidade, a calúnia… a maledicência a
calúnia são as piores máculas, que necessitam duma longa purificação … São
pecados contra a caridade: rejeitar certas pessoas que não amamos, recusar de
fazer as pazes, recusar de perdoar e todos os rancores que alimentamos … Quanto
as palavras, nunca se dirá bastante o quanto uma palavra de crítica, de
maledicência, pode realmente matar, e, ao invés, uma palavra benévola pode
curar. (p. 19)
Quais os
meios mais eficazes para livras as almas do Purgatório? É a Santa Missa: porque
é Cristo Quem se oferece por nosso amor. É a oferenda de Cristo, d’Ele mesmo a Deus, a
mais bela das oferendas. O Padre é representante de Deus, mas é Deus, Ele
próprio Quem se oferece e Se sacrifica por nós. A eficácia da Santa Missa pelos
defuntos é tanto maior quanto maior tiver sido o seu amor pela Missa durante a
vida e se dela participavam, de todo o coração, também durante a semana, de
acordo com as suas possibilidades. Estes tiram grande proveito das Missas
celebradas por suas almas. Lá também colherão como tiverem semeado.
Também é eficaz a
oração que se faz ao momento do enterro. As almas do Purgatório
veem, muito bem, no dia do enterro, se oram realmente por elas ou se fazem
simplesmente um ato de presença. Elas dizem que as lágrimas não servem para
nada, só a oração pode ajudá-las. Queixam-se de que há pessoas que vão ao
enterro sem dizer uma só oração por elas.
Outro meio muito eficaz é a
oferta do nosso sofrimento voluntário, como a penitência, o
jejum, as privações e também a oferta dos nossos sofrimentos involuntários,
como a doença, o luto… Não desperdiçamos os nossos sofrimentos na terra, mas
ofereçamo-los voluntariamente a Deus. A Maria Simma foi muitas vezes convidada
a sofrer para libertar as almas do Purgatório. Ha uma diferença importante
entre o nosso sofrimento e o sofrimento das almas do Purgatório. É que nós pelo
sofrimento podemos crescer no amor e ganhar méritos, muito pelo contrário, as
almas do Purgatório só serve para purificar do pecado. O sofrimento aceite e
oferecido por amor tem o poder de ajudar imensamente as almas do Purgatório. A
melhor coisa a fazer é unir os nossos sofrimentos aos de Jesus, depositando-os
nas mãos de Maria, pois é Ela quem saberá utilizá-los melhor. Infelizmente,
revoltamo-nos perante o sofrimento e é-nos difícil aceitá-lo, mas é a maior
prova do amor de Deus. O recurso à Virgem Maria nos pode ajudar na aceitação do
sofrimento e no oferecimento a Deus.
A via sacra é muito eficaz, pois contemplamos nela os
sofrimentos do Senhor e, pouco a pouco, começamos a odiar o pecado e a desejar
a salvação de todos os homens. Esta inclinação do coração leva grande alívio às
almas do purgatório.
O terço, e
até mesmo o Rosário, está muito recomendado pelas almas do Purgatório.
É por meio do Terço que muitas almas são libertadas do Purgatório pela intervenção
da Mãe de Deus, que às almas do Purgatório chamam de “Mãe de Misericórdia”.
As
indulgencias têm um valor inestimável, como também as orações de Santa Brígida
e, em geral todas as formas de oração.Orações
E se uma
alma se arrepende no momento da morte? A contrição é muito importante! Os pecados são
perdoados em todos os casos, mas restam as consequências do pecado. Par ir diretamente
para o Céu é preciso que a alma esteja livre de todo o apego ao pecado.
No momento
da morte, antes de entrar na eternidade, há ainda um espaço de tempo para o
arrependimento, em que a alma tem possibilidade de voltar-se para Deus? Sim, o Senhor dá a cada alma alguns minutos para
se arrepender e se decidir: «eu aceito ou não ir para Deus». A cada um é dado o
conhecimento total da sua vida, como também a perspectiva da purificação no
Purgatório. Mas esta revelação não tem a mesma intensidade para todos, depende
da vida de cada um. (p. 37 e 38)
Na nossa
época, muitos acreditam na reencarnação. O que dizem as almas? Dizem que Deus só nos dá uma vida e que esta
vida é suficiente para conhecer Deus e converter-se. Todos os homens têm uma
voz interior, mesmo os não praticantes, não há ninguém que não creia. Cada
homem tem a consciência para reconhecer o bem e o mal, uma consciência dada por
Deus e um conhecimento interior suficiente para discernir e tornar-se
bem-aventurado. (p. 42)
O que
acontece aos que se suicidam? Até hoje,
nunca encontrei o caso de um suicida que se tenha perdido. O que não quer dizer
que não exista, é evidente; mas muitas vezes as almas dizem-me que os maiores
culpados são os que os cercavam, quando negligenciaram ou caluniaram.
Os suicidas
se arrependem? Sim, mas
muitas vezes o suicídio é devido a uma enfermidade. Contudo, à luz de Deus, as
almas compreendem, de uma só vez, todas as graças que lhe estavam reservadas
para o tempo que ainda lhes restava viver. Veem este tempo, vêm também todas as
almas que poderiam ter ajudado … o que os faz sofrer mais é ver o bem que
poderiam ter feito e não o fizeram. Mas o Senhor leva em conta o suicídio
consequente de uma enfermidade.
E os
drogados? Eles não se
perdem. Depende das causas da droga, mas devem sofrer muito no Purgatório.
E as pessoas
de outras religiões? Sim, e são
felizes. Aquele que vive bem a sua fé é feliz. Mas é através da fé católica que
mais se ganha para o Céu. As seitas são muito ruins. É preciso fazer de tudo
para saírem delas.
Como se pode
chegar ao ponto de dizer “não” a Deus? Deus permite ao homem que escolha livremente e
concede, quer durante a vida terrena, quer na hora da morte, graças suficientes
para se converterem, mesmo depois de uma vida passada nas trevas. Se lhe pedem
perdão, com lealdade, certamente se podem salvar.
Que pensar
das práticas do espiritismo? Isso não é
bom. É sempre o Maligno, é o Diabo que faz mexer as mesas. (p. 50)
Que
diferença há entre o seu convívio com as almas dos defuntos e as práticas do
espiritismo? Resposta: Não se deve chamar as almas, eu não
procuro a sua vinda. No espiritismo, provocam-nas, invocam-nas.Esta diferença é clara e devemos
considerá-la com muita seriedade.Se tivessem que crer somente numa
das coisas das que digo, gostaria que fosse o seguinte: as pessoas que praticam
o espiritismo pensam que chamam as almas dos defuntos. Na realidade, se alguma
reação recebem do seu apelo, é sempre, e sem exceção Satanás e os seus
anjos que respondem. É
formalmente proibido invocar os mortos. (A
seguir há algumas citações bíblicas que omito). É certo que Satanás
pode imitar tudo o que vem de Deus, e ele fá-lo. Pode
imitar a voz dos defuntos, pode imitar a sua aparência, mas qualquer que seja a
sua manifestação, isso vem SEMPRE do Maligno.
Fonte: www.paideamor.com

Nenhum comentário:
Postar um comentário